segunda-feira, março 08, 2010

(Costas) Volta(das)

Quando o nosso amor nasceu, vi-o a correr muito depressa debaixo dos meus olhos e quis ir atrás dele. Perdi o meu tempo porque não percebi que era o único que o seguia. Não te vi parada, do outro lado da margem, que se ia cavando cada vez mais larga e funda, impotente ao caudal, assustada com a minha determinação, tu que só somas certezas depois de se dissiparem todas as dúvidas e que preferes sempre não acreditar em ti e nos outros, até que o tempo e a sorte te vençam.

Eramos o avesso um do outro. Quando duvidavas, paravas e eu seguia em frente. Quando tinhas medo, eu tinha vontade; quando sonhavas, eu pegava nos teus sonhos e tornava-os realidade; quando te entristecias, fechavas-te numa concha e eu chorava para o mundo; quando não sabias o que querias, esperavas e eu escolhia; quando alguém te empurrava, tu fugias e eu deixava-me ir.
Porque eu dizia que morria por ti e que num ápice suspirava pela ultima vez para te continuar a ver florescer. A única coisa que tínhamos em comum, é que ambos pensávamos só em ti!

Dóis-me!

5 comentários:

  1. De alma para alma...

    Quando o vosso amor nasceu, viste-o a correr muito depressa debaixo dos teus olhos e quiseste ir atrás dele. Na continuidade desse amor apenas tu o continuaste a ver e a acreditar que ele tinha pernas para andar. Por um amor não se corre, aproveita-se cada passo sem pressa de chegar, caminha-se lado a lado de mãos dadas como quem vê a semente de um amor plantado a dois a crescer...

    Perdeste o teu tempo porque não percebeste que eras o único que o seguia. Deixa-me que te diga que nunca é tempo perdido quando se ama alguém, há que guardar o que é bom de guardar e foi tempo ganho porque o chegaste a perceber ainda que para isso tenha sido necessário saíres ferido, porque o amor não é luta solitária, muito menos uma vitória ou derrota individual...

    Não a viste parada, do outro lado da margem, que se ia cavando cada vez mais larga e funda, impotente ao caudal, assustada com a tua determinação, ela que só soma certezas depois de se dissiparem todas as dúvidas e que prefere sempre não acreditar em ti e nos outros, até que o tempo e a sorte a vençam.
    Mesmo que a visses do outro lado da margem, ela estaria sempre do outro lado e não do teu lado, imóvel com as suas certezas, sabendo que mesmo havendo um pedaço de ponte entre as margens não o atravessaria por não acreditar que a partir de um pedaço poderiam reconstruir as pontes que vos uniam...

    Podiam ser o avesso um do outro, dois lados de uma mesma moeda, as peças do puzzle que se encaixavam... mas há quem prefira trocar o certo pelo incerto, jogar a moeda ao ar, desfazer um puzzle porque apesar do encaixe as peças não se completam... e se há quem pense assim, a dor seria muito maior vivendo na ilusão de que estaria tudo bem, quando ela não confiava em ti para seres a sua chave mestre... amar não é sinonimo de dar a vida por outrem, muito menos deixar de ter amor-próprio e pensar só no outro, não é viver em função de alguém mas sim viver com alguém, é como uma qualquer outra relação mas mais profunda, aquela entrega mutua que alimenta um amor perfeito aos nossos olhos, um dar e receber de pequenos gestos que nos tocam no nosso fundo como mais ninguém o sabe fazer, é existir um "nós" superior a um "eu" de qualquer das partes e não um "tu" superior ao teu "eu", é saborear o doce e o amargo sem largar as mãos, é uma prova de resistência se assim o quiseres acreditar, é sentires o aconchego do outro como uma segunda pele que te protege e aquece, é sentires-te seguro e tranquilo pois sabes que nem distância mata nem o silêncio consome esse amor (apesar de tanto a distância como o silêncio serem provas de fogo)...
    É sentires-te em casa quando alguém te abre o peito!

    A vida é curta e imprevisível, sem qualquer cliché associado por isso deita cá para fora essa dor e faz-te feliz, luta por isso e por um sorriso interno permanente capaz de calar as feridas! O lado direito da vida espera-te e basta deixares os atritos de lado e comandares o teu bloco*

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  2. De alma para alma...

    Quando o vosso amor nasceu, viste-o a correr muito depressa debaixo dos teus olhos e quiseste ir atrás dele. Na continuidade desse amor apenas tu o continuaste a ver e a acreditar que ele tinha pernas para andar. Por um amor não se corre, aproveita-se cada passo sem pressa de chegar, caminha-se lado a lado de mãos dadas como quem vê a semente de um amor plantado a dois a crescer...

    Perdeste o teu tempo porque não percebeste que eras o único que o seguia. Deixa-me que te diga que nunca é tempo perdido quando se ama alguém, há que guardar o que é bom de guardar e foi tempo ganho porque o chegaste a perceber ainda que para isso tenha sido necessário saíres ferido, porque o amor não é luta solitária, muito menos uma vitória ou derrota individual...

    Não a viste parada, do outro lado da margem, que se ia cavando cada vez mais larga e funda, impotente ao caudal, assustada com a tua determinação, ela que só soma certezas depois de se dissiparem todas as dúvidas e que prefere sempre não acreditar em ti e nos outros, até que o tempo e a sorte a vençam.
    Mesmo que a visses do outro lado da margem, ela estaria sempre do outro lado e não do teu lado, imóvel com as suas certezas, sabendo que mesmo havendo um pedaço de ponte entre as margens não o atravessaria por não acreditar que a partir de um pedaço poderiam reconstruir as pontes que vos uniam...

    Podiam ser o avesso um do outro, dois lados de uma mesma moeda, as peças do puzzle que se encaixavam... mas há quem prefira trocar o certo pelo incerto, jogar a moeda ao ar, desfazer um puzzle porque apesar do encaixe as peças não se completam... e se há quem pense assim, a dor seria muito maior vivendo na ilusão de que estaria tudo bem, quando ela não confiava em ti para seres a sua chave mestre... amar não é sinonimo de dar a vida por outrem, muito menos deixar de ter amor-próprio e pensar só no outro, não é viver em função de alguém mas sim viver com alguém, é como uma qualquer outra relação mas mais profunda, aquela entrega mutua que alimenta um amor perfeito aos nossos olhos, um dar e receber de pequenos gestos que nos tocam no nosso fundo como mais ninguém o sabe fazer, é existir um "nós" superior a um "eu" de qualquer das partes e não um "tu" superior ao teu "eu", é saborear o doce e o amargo sem largar as mãos, é uma prova de resistência se assim o quiseres acreditar, é sentires o aconchego do outro como uma segunda pele que te protege e aquece, é sentires-te seguro e tranquilo pois sabes que nem distância mata nem o silêncio consome esse amor (apesar de tanto a distância como o silêncio serem provas de fogo)...
    É sentires-te em casa quando alguém te abre o peito!

    A vida é curta e imprevisível, sem qualquer cliché associado por isso deita cá para fora essa dor e faz-te feliz, luta por isso e por um sorriso interno permanente capaz de calar as feridas! O lado direito da vida espera-te e basta deixares os atritos de lado e comandares o teu bloco*

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  3. fiquei bastante satisfeita c esse fazer frente. aplaudo as palavras da andreia, que nao conheço, mas ve se que te quer bem e está a pensar certo.
    lê bem tudo aki escrito.
    não gosto de alongar mt as conversas ctg sobre este tema pk nao quero falar sobre dominios que nao vivi. de kalker das formas nao consigo deixar de me identificar. Deita ca para fora e faz te feliz alex... mesmo!!
    beijo grand

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  4. Olá Alex!

    Estava a ouvir Beatles quando, por curiosidade segui a hiperligação para o teu blog.
    Vi-me compulsivamente atraido para ler o teu post... Já nos conhecemos vai fazer 4 anos e nunca tinha lido nada escrito por ti (a não ser textos académicos).

    Instintivamente, fui incorporando parcialmente os teus sentimentos, mas sempre tendo a noção de que eles estão semeados num subsolo muito profundo da tua alma.

    E porque eu considero que a alma é a junção do coração com a mente, não te vou dizer para esqueceres as coisas do passado. Bem pelo contrário, recorda-as com nostalgia, lembra-te das sensações boas, electrizantes, lembra-te do quente e do frio, do gostoso e do amrgo. So isto te fará sentir vivo, só isto te fará ver que foste um ser humano no passado; só se reteres isto é que poderás transitar para o futuro de consciência livre e calma (esta sim, só mental).
    Tens que encontrar o equilíbrio entre mente e coração, ou seja, o equilíbrio da alma.

    No entanto, os Beatles voltam a ressoar nos meus ouvidos e dizem "Let is be" e "With a little help from my friends", apesar de haver "The long and winding road". Mostram o confronto existente na alma: a mente e o coração têm que impor rédeas um ao outro de vez em quando. Neste momento a tua mente tem que falar de mansinho ao teu coração, tens que a deixar tomar conta da tua caminhada. "Descontrai... Let it be..." diz ela.

    Procura a calma e deixa a tua mente procurar o entusiasmo que teve amordaçado nos últimos anos... a ferida vai sarar.

    E nunca feches a porta aos sentimentos, porque eles já te ensinaram muita coisa.

    Um Grande Abraço!
    "What we do in life echoes in eternity"

    Ochôa

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  5. Embora nunca vá poder comentar acerca do amor que alguém realmente sente, pois esse pertence-lhe só a si, há coisas que acho comentáveis.

    Um amor, pelo menos na minha definição, não pode ser construído ao redor de uma pessoa... Num amor ambos beneficiam da relação que constroem entre si. Pergunto-me se sentias o mesmo, quando ainda não estarias de "Costas Voltadas"?

    Todo o amor dói... Pode doer depois de se julgar que acabou... mas dói tantas vezes ainda antes de começar, e dói tanto mais quanto maior ele for (se é que é possível quantificar algo desse género).

    Hoje cito: "Não chores porque acabou, sorri porque aconteceu". Na minha opinião, não perdeste com a experiência...

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