Felicidade...a Utopia.
Felicidade, esse estado de graça que todos ouvimos falar desde que nos lembramos como seres humanos.
Essa meta que parece só ser cruzada quando tudo o que existe de mal foge a sete pés da nossa vida e apenas restam as borboletas no estômago de emoção e fogo de artificio colorido para qualquer sitio que olhemos.
Felicidade, esse desejar que todos os astros da nossa vida se alinhem numa sintonia perfeita e brilhem sobre nós para que mais nada da penumbra nos invada.
A felicidade não é isso. A felicidade tem que ser menos. A felicidade pode sim ser um estado, mas um estado espontaneo, infinitesimal. Num dia posso ser feliz 10, 100, 1000 vezes... ou então nenhuma.
Felicidade é sabermos que o que temos chega para viver, é sentirmo-nos realizados, cheios com o positivo pondo de lado o negativo (ou aceitando-o). Felicidade é saber beber da vida em goles pequenos, saborear cada um, é sentir o travo agri-doce na lingua mas ainda assim conseguir matar a sede.
Não me entendam mal. Este não é o texto do coitadinho, do molestado, do injuriado. Este é o texto do simples que sabe que SER feliz é algo irreal porque há sempre uma meta a cruzar, tem que haver, para dar estimulo a vida. A felicidade associa-se ao verbo ESTAR, associa-se à caminhada na praia durante o por do sol, à cerveja com os amigos, à boa nota no exame...
Este é o texto de quem esteve/está/estará sempre feliz sem nunca o ter verdadeiramente sido!
Gostei muito Alex!
ResponderEliminarBelo texto!
Bjnhos