sábado, dezembro 10, 2011

O que significa dizer que amamos alguém? Será possível gostarmos e não nos dedicarmos, não fazermos o máximo possível para entrarmos na vida de quem realmente gostamos?
Tenho andado a reparar que a minha opinião e o meu ponto de vista divergem bastante da maioria das pessoas que me rodeia. Defendo que devíamos fazer tudo por tudo para vivermos momentos que fiquem eternamente gravados na memoria, conquistar todos os dias quem realmente estimamos.
A maioria responde-me que temos que tomar conta da nossa vida, garantir o ganha pão, cuidarmos de nós, depois vêm os outros. Mas assim eu pergunto: no final o que fica? Ficamos com o mundo que apenas construímos com nós mesmos? Não será a vivência tão efémera e curta que o que interessa no final são os momentos, as pessoas, as recordações?
Chamem-me sentimental, chamem-me emotivo... sim sou! Sou porque tenho as minhas convicções e sei pelo que luto: pelo amor de quem realmente importa. Entristece-me quem de forma egoísta apenas se vê a si mesmo, a quem apenas luta por se sentir superior. Entristece-me ver orgulhos que não pedem desculpa e não aceitam pessoas diferentes. Entristece-me ver quem não sai da zona de conforto para estender a mão de quem o rodeia.
Não sou perfeito, não sou dono da razão, mas tal como vocês estou a tentar.

2 comentários:

  1. Olá!

    Acabei de ler o texto e decidi comentá-lo! O meio do texto pareceu-me que criticavas o facto da maioria dos teus amigos/colegas responder-te que "temos que tomar conta da nossa vida, garantir o ganha pão, cuidarmos de nós, depois vêm os outros".
    Será que isso estará assim tão errado! Não precisas de te sentir bem para estares bem com os outros? Não te esqueças que tudo parte de nós. Se estivermos bem vamos transmitir energia positiva para os outros! Em parte, temos o poder de aproximar ou distanciar os outros de nós, de alcançar ou não os nossos objectivos, etc. Tudo começa nos nossos pensamentos e termina nas nossas acções e atitudes.

    Abraço

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  2. Quando falei disso referia-me principalmente ao tempo. E refiro-me especialmente ao caso em que os nosso objectivos levam tudo de nós, não nos deixando tempo, paciência e estabilidade mental para que os outros estejam na nossa vida. E acho que não precisamos de estar bem e transmitir só energia positiva. Estamos como tivermos que estar, quem nos quer bem quer-nos bem ou mal. Acima de tudo este texto centra-se no plano geral, no grande objectivo de viver e no que de facto levamos depois na alma: será que o que resta são as metas que alcançamos ou os corações que tentamos conquistar?

    Abraço

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