Estando longe da família e dos amigos, passamos a dar o verdadeiro valor a todos os detalhes do dia-a-dia que antes tomávamos como banais; detalhes que nos ligam a eles e que deles nos recordam. Crescemos, e o nível de introspecção aumenta e, por vezes, parece abrir-se um canal de comunicação entre nós e a pessoa de quem nos lembramos. E a energia que flui nesses canais são memórias...!
As memórias são jóias com um poder enorme, o poder da mente. E eu sou um poço de memórias, onde constantemente as vou buscar, num suave chocalhar de águas no balde, para delas beber um trago saboroso, gostosamente doloroso e distante... mas sempre com a frescura da primeira vez em que foram vividas. As memórias e os sentimentos que elas trazem são a perfeita união entre a mente e o coração. Se as saborearmos em paz elas mostram a súmula de tudo aquilo que somos.
Saudações,
The Rover
Eu sei bem o que isso é parceiro, viver alimentado de memórias. É um sentimento bonito mas perigoso ao mesmo tempo. Não te esqueças que estás também neste momento a produzir futuras memorias, não te prendas demasiado as mais antigas.
ResponderEliminarNão deixes também que as memorias e a nostalgia te moldem pessoas e coisas na cabeça que são diferentes projecções da realidade (geralmente aumentadas).
Para trás olhasse para recordar e sorrir com momentos, mas sempre a andar para a frente! =)
Camarada Alex,
ResponderEliminarConcordo contigo, viver alimentando memórias é bonito e perigoso.
Mas neste momento não é isso que se passa. Tenho na minha mente muitas ideias, sonhos que gostava de concretizar, por isso tenho os olhos postos no futuro.
E já dei o salto em relação a certos círculos sociais de que fazia parte. Neste momento já me sinto mais integrado.
Mas o que eu gosto de sentir é a alegria que me vem ao coração quando as minhas memórias vêm ao de cima. Porque de facto elas fazem parte de nós... E por vezes, há decisões que tomamos no presente que, ineveitavelmente, se baseiam em conceitos preservados pelas nossas memórias. Elas são todo o rasto e o trajecto da nossa aprendizagem humana.
Neste momento não em sinto prisioneiro das minhas memórias.
Só quero ir com a corrente, quero ir pra onde a vida me levar.
Grande Abraço,
The Rover