Ás vezes o tempo encarrega-se de erguer muralhas no nosso coração, na nossa mente, à nossa volta. Ás vezes apetece guardar tudo cá dentro até explodir. E vamos guardando, recolhendo as pedras do caminho, tirando as setas do alvo, coleccionando chaves de portas que fechamos com o tempo, enterrando fantasmas que por vezes assombram. Torna-se complicado pôr de lado o que no fundo faz parte de nós mesmos e torna-se complicado também partilhar, poucos têm a capacidade de encaixe, compreender é duro.
Torna-se complicado às vezes estarmos a dar muito de nós que embora com esforço sai de bom agrado. Torna-se decepcionante estarmos no limite e ainda assim não sermos o suficiente.
Posso estar a sofrer de alguma dose excessiva de individualismo... mas parece-me que dar o nosso carinho, o nosso amor tem também um limite. E esse limite prende-se com as liberdades individuais de cada um. Estas nunca devem ser postas em causa por nenhuma relação, amorosa ou não. Até porque, mesmo que se dê todo o amor que temos no nosso coração, ele pode nunca ser suficiente se a outra pessoa for sôfrega e pouco compreensiva.
ResponderEliminarUma vez mais, é preciso entender a dita linha ténue...
Saudações,
The Rover